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Mensagem: Maria da Cruz Manoel Hygino Lendo a Revista da Academia Urucuiana de Letras, sinto mais uma vez a importância da mulher mineira em acontecimentos marcantes da história do Estado e do país. Na publicação, fundada e dirigida por Napoleão Valadares, nascido em Arinos, que conquistou espaço e prestígio em âmbito nacional, encontro dois nomes femininos: Glorinha Mameluque, de São Romão, e Rita Maria da Silva Ramos, de Morada Nova. Assim, tenho acesso a duas colaborações de mulheres, autoras de livros muito elogiados e com atuação notória nas letras de suas respectivas cidade e região. O detalhe permite-me ingressar no tema de hoje. Minas Gerais não é pobre de mulheres queridas e celebradas. Quem lê hoje as páginas de nossos jornais e revistas encontra invariavelmente a indicação, honrosa. Muitas não estão mais em nosso meio, mas suas memórias são vivas e candentes. E não apenas as que escrevem. Também as que já se inseriram nas páginas de nossa história. Quem ignorará, por exemplo, Bárbara Heliodora ou a doce Marília de Dirceu, amada do poeta e ouvidor de Vila Rica, o advogado Tomás Antônio Gonzaga, de nome austero – Maria Joaquina Doroteia de Seixas, que viveu 85 anos, esperando a felicidade com o noivo exilado em Moçambique, por suas ligações com a conjuração? Petrônio Braz, da Academia Montes-clarense de Letras, fundador e presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes do São Francisco, com seus livros impressos em Portugal, estudioso da matéria, querido e prestigiado por seus estudos sobre eminentes figuras da história mineira, da altura de seus quase cem anos, com incessante dedicação à pesquisa, protesta assim contra a omissão do nome de Maria da Cruz no nobre panteon. Justifica-se: “Maria da Cruz Porto Carreiro ou Maria da Cruz Torre Prado de Almeida Oliveira Matias Toledo Cardoso, descendente dos ávilas da Casa da Torre, educada em colégio de freiras em Salvador-BA, presente na Conjuração do São Francisco, viúva de Salvador Cardoso de Oliveira, está a exigir um estudo aprofundado de sua vida e de sua ação colonizadora”. E há muito mais a se levar em conta, segundo o fecundo pesquisador da região: “A história ressalta, entre tantas outras mulheres extraordinárias, Joaquina de Pompéu, Emília Snethlage, desbravadora da floresta amazônica, nos primórdios do século XX; Josephina Álvares de Azevedo, defensora do voto feminino, mas não se lembrou, ainda, de colocar no pedestal que merece a pioneira Maria da Cruz. A sua fazenda, nas margens do Rio São Francisco, transformou-se em povoado; e o povoado, em cidade que lembra o seu nome, apenas isso”!. Mas o tempo não para.
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