Este espaço é para você aprimorar a notícia, completando-a.
Clique aqui para exibir os comentários
Os dados aqui preenchidos serão exibidos. Todos os campos são obrigatórios
Mensagem: DADOS PLUVIOMÉTRICOS DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS E VOLUME DA BARRAGEM DE JURAMENTO - MÊS FEVEREIRO 2026 A Barragem de Juramento encerrou o mês de fevereiro de 2026 operando com 94,9% de sua capacidade máxima. O nível atual encontra-se 0,43 metros abaixo da cota de transbordo, o que representa um volume total de 42.705.000 m³ de água. Quanto aos índices pluviométricos, os dados coletados nas estações das três microbacias contribuintes (Rio Canoas, Rio Saracura e Rio Juramento) apresentam o seguinte cenário:- fevereiro/2026: 388,1 mm. O acumulado do Período (01/10/25 a 28/02/2026): 785,2 mm; este acumulado reflete o desempenho desde o início do período chuvoso e do atual ano agrícola. A cidade de Montes Claros possui 440 mil habitantes nativos e 60 mil flutuantes, sendo abastecida por seis captações principais: o Rio São Francisco (em Ibiaí-MG), a Barragem de Juramento, a captação superficial do Rio Pacuí (em Coração de Jesus), a Lapa Grande — que contribui com 11% do abastecimento —, o Rebentão dos Ferros (Nova Esperança) e a Barragem dos Porcos (KM 6,5 - BR 365). Além dessas fontes, o sistema conta com uma vasta bateria de poços artesianos profundos. O índice de perda de água da Copasa no município ainda é crítico, situando-se em torno de 40%. Isso equivale a 460 litros por segundo desperdiçados, fator que eleva consideravelmente o valor do metro cúbico para o consumidor. Em decorrência disso, a população tem apresentado queixas frequentes, concentradas na intermitência do fornecimento, na qualidade do serviço e nos transtornos gerados por obras. Moradores de diversos bairros, inclusive da região central, relatam cortes que duram até dois dias. A concessionária, por sua vez, justifica as interrupções como manutenções necessárias, embora a comunidade reporte a persistência dos problemas mesmo após as intervenções. Soma-se a isso a insatisfação com obras que não avançam, gerando sujeira e recapeamentos de má qualidade, como ocorre na Avenida Sidney Chaves, cujas intervenções já se estendem por anos. No âmbito financeiro, há suspeitas de cobranças indevidas e falhas nos processos de medição. Para que uma empresa tenha credibilidade, a gestão eficiente e a valorização das pessoas [consumidores] são cruciais; negligenciar esses pilares compromete qualquer organização, seja ela pública, privada ou de economia mista. Diante de interferências políticas e da deficiência administrativa da companhia, o governo tem avançado no processo de privatização. Com base em dados estatísticos e análises de viabilidade, economistas e diretores, sob uma visão eficientista, concluem que o Estado não deve manter ativos que podem ser geridos com maior eficácia pelo setor privado. Em tempo: Quando cito falhas na gestão da Copasa, refiro-me especificamente à inépcia da gerência. A empresa é uma instituição de grande porte, com normas sólidas e projetos viáveis para a universalização do saneamento; trata-se, em essência, de uma organização lucrativa.´ XXVIII – II - MMXVI (*) José Ponciano Neto é Técnico em Recursos Hídricos /Meio Ambiente – Ex Supervisor de Gestão de Barragens e supervisor de Estação Climatológica com tanques Classe A – Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros -IHGMC e da Academia Maçônica de letras do Norte de Minas – Colunista Literário do Site: montesclaros.com / 98,0 FM – Colaborador Novo Jornal de Notícias
Trocar letrasDigite as letras que aparecem na imagem acima