Apenas entre 5% a 10% dos pretendentes chega à fase final do exorcismo católico após fila que começa com psicólogos e psiquiatras. M. Claros tem relatos históricos
Domingo 23/08/26 - 22h29
Uma diocese do sul, a de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, nomeou o padre para atuar no Ministério do Exorcismo.
Ele é o primeiro padre da Serra Gaúcha a ocupar a função e já tem uma fila de espera por atendimentos.
Antes de qualquer ritual, uma equipe formada por psicólogos e psiquiatras avalia cada caso.
O padre afirma que a maioria das situações está relacionada a questões emocionais e de saúde mental, e não a causas sobrenaturais.
Apenas entre 5% e 10% das pessoas que procuram o ministério chegam à etapa que envolve o exorcismo.
O ritual segue o rito oficial publicado pelo Vaticano em 1998, que atualizou um protocolo de 1614.
Entre os critérios que podem indicar, segundo a Igreja Católica, uma possível ação de espírito maligno estão: falar idiomas que a pessoa não conhece, demonstrar força física incompatível com as condições da pessoa e apresentar aversão a símbolos sagrados.
O padre Daniel afirma não sentir medo do trabalho.
Ele define o exorcismo como um meio de caridade e misericórdia.
O exorcismo católico é um rito solene de oração e um sacramental da Igreja, e não um sacramento.
Realizado por um sacerdote autorizado pelo bispo, ele é visto como o último recurso em um processo cuidadoso.
Antes de qualquer ritual, a Igreja orienta que se descartem causas médicas ou psiquiátricas.
O rito em si envolve orações, a imposição das mãos, o sinal da cruz e o uso de água benta.
A prática é cercada de cuidados e regras, sendo bem diferente das representações sensacionalistas vistas no cinema.
A diocese de M. Claros, ainda na época do seu primeiro bispo, tem relatos públicos de muitos exorcismos.


