Ministro Dino pede vista quando a votação no STF estava em 4 a 3 - prazo pode se estender por 90 dias
Terça 15/09/26 - 18h07
18h05, terça-feira, da Agencia Brasil:
Flávio Dino pede vista de julgamento sobre Moraes e Mendonça
Sessão do STF foi encerrada sem decisão nesta terça-feira
ANDRÉ RICHTER - REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do julgamento que vai decidir se os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser julgados simultaneamente.
O pedido foi feito após os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes iniciarem um bate-boca sobre a condução do caso Master.
Com o pedido de vista, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.
Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista.
O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.
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Resumo:
O plenário do STF encerrou a sessão desta terça-feira sem a definição conclusiva sobre a crise instalada na mais alta cúpula do judiciário.
O placar ficou em quatro votos a três para manter separadas as análises das condutas dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
O presidente Edson Fachin votou pela separação dos casos e foi acompanhado por André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela análise conjunta.
O julgamento foi suspenso após o ministro Flávio Dino pedir vista.
Com isso, o prazo é de até noventa dias para a análise.
A ministra Cármen Lúcia foi enfática, ao resumir:
"Eu não tenho o hábito de antecipar voto quando há um pedido de vista, e por isso eu peço licença ao ministro Flávio Dino. Mas é uma questão de ordem nem é o voto que eu tinha sobre a questão, mas eu me encontro, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza.
Hoje um dos colegas me dizia se eu estava contrariada com alguma coisa, não, eu disse eu estou triste não apenas pelo tema que nos traz aqui que você teria sido o aquele ato decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal guarda da Constituição por determinação nela expressa provocou um mal estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias", disse.


