Mulher de 33 anos foi presa em M. Claros investigada por "crimes de tortura e ameaças" contra companheiro de 21 anos. Também tem "inquérito referente a um homicídio ocorrido em 2019, no estado de São Paulo, envolvendo um ex-companheiro". (Veja imagens no @montesclaroscom, o Instagram da 98FM, no facebook Montesclaroscom Radiomoc e no whatsapp montesclaros.com)
Terça 03/02/26 - 13h06
Montes Claros: PCMG apresenta resultados da operação Deliverance
Uma mulher de 33 anos foi presa pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nessa segunda-feira (2/2), durante a operação Deliverance, deflagrada em Montes Claros, Norte do estado. Ela é investigada pelos crimes de tortura qualificada e ameaça contra o então companheiro, um jovem de 21 anos.
A suspeita também é investigada por denunciação caluniosa, após imputar a um casal a responsabilidade pelas agressões sofridas pela vítima.
Entenda
Os fatos ocorreram em novembro do ano passado, quando a vítima procurou atendimento médico após sofrer agressões graves, que incluíram lesões provocadas por ferro de passar aquecido e chapinha de cabelo, além de socos, amarração dos pulsos e calcanhares e amordaçamento.
Inicialmente, o jovem compareceu à delegacia relatando que as agressões teriam sido praticadas por um casal conhecido. À época, contudo, não apresentou as lesões, alegando ter sido ameaçado de morte caso revelasse os fatos ou procurasse a polícia.
Com o agravamento do quadro de saúde, as lesões infeccionaram, e a vítima precisou ser hospitalizada, permanecendo internada por mais de 20 dias.
No dia 13 de janeiro, a vítima retornou à unidade policial e detalhou novamente os fatos, o que levou à instauração de inquérito policial e à representação judicial por medidas cautelares.
Investigações
Segundo a delegada Monique Bicalho, responsável pelo caso, os mandados judiciais foram representados a partir do avanço dos trabalhos investigativos e da consolidação de novos elementos probatórios.
“Com o aprofundamento dos levantamentos de inteligência, a Polícia Civil identificou contradições entre a narrativa inicial e os elementos colhidos, o que levou à abertura de uma nova linha investigativa”, revelou a delegada.
“As apurações passaram a indicar que as agressões teriam sido cometidas pela atual companheira da vítima, que a acompanhava de forma constante, tanto no hospital quanto na delegacia”, esclareceu.
Relacionamento abusivo
A vítima foi novamente ouvida e relatou que vivia em um relacionamento abusivo e violento, marcado por violência psicológica, ameaças e torturas constantes, utilizadas como forma de controle e punição. Segundo o depoimento do jovem, por medo de represálias contra si e seus familiares, ele manteve inicialmente a versão apresentada pela mulher.
De acordo com Monique Bicalho, vítima e investigada iniciaram o relacionamento em outubro do ano passado, período em que ambos trabalhavam na mesma empresa. As agressões teriam ocorrido de forma contínua, vindo à tona após a vítima passar mal no ambiente de trabalho e necessitar de internação hospitalar.
Apreensão
Durante o cumprimento das ordens judiciais na operação Deliverance (“libertação”) os policiais apreenderam um ferro de passar escondido no interior do baú da cama da investigada, além de chapinhas de cabelo, objetos que, segundo a investigação, podem ter sido utilizados nas agressões.
A mulher também é investigada em inquérito referente a um homicídio ocorrido em 2019, no estado de São Paulo, envolvendo um ex-companheiro.
O inquérito policial segue em andamento, e a investigada foi encaminhada ao sistema prisional.
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Resumo:
A Polícia Civil de Minas prendeu, em Montes Claros, mulher de 33 anos investigada por tortura qualificada e ameaças contra o companheiro, de 21 anos.
Segundo a Polícia Civil, há um inquérito de homicídio ocorrido em 2019, em São Paulo, que envolveria a mulher de 33 anos.
A prisão ocorreu durante a operação Deliverance, deflagrada nessa segunda-feira.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o rapaz vivia um relacionamento abusivo, com agressões físicas e psicológicas recorrentes.
Ele chegou a atribuir as agressões a um casal, mas depois voltou atrás, relatando ameaças.
Teria ficado mais de 20 dias internado devido à gravidade das lesões.
Na ação, foram apreendidos objetos que podem ter sido usados nas agressões:
chapinha de cabelo e ferro de passar.


